Meia-noite, eu em casa, de repente ouço alguns gritos apavorados. Depois fiquei sabendo da história que vou relatar para vocês:
Os irmãos Zé Carlos e Maria Lúcia, meus vizinhos do segundo andar no edifício Dahas Zarur -moro no terceiro andar - desceram à noite para pegar o botijão de gás no portão. O caminho é longo e escuro. Saindo do prédio, eles descem a escadaria até a quadra de futsal, depois mais uma escadaria até a ladeira que corta o Educandário Romão Duarte, uns 10 minutos descendo com iluminação precária, mas sem perigos aparentes. Passam pela padaria da Romão, que prepara os pães para entrega, até avistarem o portão. Até aí tudo tranquilo.
No entanto, a volta é mais cansativa. É subida. Com peso. Mas o costume faz o trabalho ser tranquilo, com paradas estratégicas, discussões comuns aos irmãos, até que na escadaria que une a ladeira à quadra do prédio, os dois ouvem um assovio. Olham e nada. Seguem o caminho. mais uma vez um assobio. De repente, de trás de uma das mangueiras que cercam a quadra, mas precisamente na área da churrasqueira, em uma parte mais escura, notam um vulto branco, dois vultos brancos e o silêncio. O botijão desce rolando a escadaria, ambos tentam subir, mas um puxa o outro e não saem do lugar. Os gritos ecoam pela noite, os chamados pela mãe e, de repente, as gargalhadas surgem do escuro. o susto dá lugar à incredulidade.
Expilco: Os vizinhos do primeiro andar, Sérgio e Carlinhos esconderam-se atrás das árvores da área de lazer, enquanto as respectivas namoradas, também vizinhas, ficaram na outra extremidade emitindo sons. Quando viram o desespero do Zé e da Lúcia não aguentaram e caíram de tanto rir. Puta sacangem...rsrsrs