Helena chega de surpresa, sem que eu espere. Sem saber o que fazer, já que Bárbara está no banheiro, evito atender a campainha, mas é em vão. Ela toca, toca. Atendo. Helena me agarra e beija de forma avassaladora. Correspondo. O chuveiro me dá a permissão para seguir no ato. Recobro a razão. Me afasto. Helena estranha. Peço um minuto, vou ao banheiro. Bárbara está lá, linda e nua sob a água que abraça seu corpo. A padaria me serve como desculpa de café. Vou-me com Helena, sem dar maiores explicações. Dalila me dá os pães e seu olhar de reprovação. Dispenso Helena para o trabalho e subo ansioso para retomar Babi. A campainha novamente toca. Não atendo. Babi grita do quarto para abrir a porta. Não atendo. Vou para o banheiro. Me tranco. Babi, coberta por uma leve camisola de seda se encaminha para a sala quase desnuda, em direção à porta. Abre. Fecha. Me grita um grito assustado. Saio do banheiro. Ela á frente da porta, linda, com seus seios marcados sob o vestido que a cobre sem nada por baixo. Me aponta a porta. Sem reação. Abro. O porteiro, um cearense de meia idade, chamado Lourival, me olha, sem graça, mas posso ver um sorriso de satisfação no canto da boca e a excitação no estufar da calça. Entrega-me uma circular enviada pelo síndico e sai. Meu orgasmo é explícito na volta à sala. Um alívio em não ver Helena mas Lori. Babi me abraça. Insaciável, beija-me com volúpia. Arranco de um só golpe a camisola. Viro-a de costas e a curvo sobre a mesa. possuo-a ali mesmo.Na sala. Aliviado em êxtase. mais um dia que começa.
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