Conto 2

Na ambulância o olhar era incrédulo. O rapaz, com seus 25 anos, um pouco acima do peso, estava ferido, com o coração exposto. Não era possível fazer nada. Mas continuava pulsando, devagar, parando. O desespero para chegar o quanto antes ao hospital deu lugar ao conformismo de aceitar mais uma perda.
Era o terceiro caso similar em um mês. As outras duas vítimas morreram antes do socorro chegar. Este resistiu. Não por muito tempo. Nenhum vestígio foi deixado. Apenas uma marca: o peitoral aberto, rasgado e o coração exposto para a morte ser vista.

Nenhum comentário: